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UTE Ouro Negro: Outorga de recursos hídricos é
aprovada pela Agência de Águas
Na semana passada, o Ibama emitiu a licença prévia do empreendimento, projetado para ser instalado em Pedras Altas
Em menos de uma semana,
a Ouro Negro Energia
S/A (ONE S/A)
recebeu a licença prévia para
instalação da Usina Termelétrica
Ouro Negro e teve a
outorga de direito de uso de
recursos hídricos aprovada
pela Agência Nacional de
Águas (ANA). “A LP e a outorga são um marco na
história da empresa (fundada
em 2012). A Ouro Negro
passa a existir no segmento
nacional de energia”, ressalta
o presidente da ONE S/A,
Silvio Marques Dias Neto.
Orçada em mais de
R$ 4 bilhões, a termelétrica
contará com dois geradores
de 300 megawatts cada e
está projetada para ser construída
em Pedras Altas, na
divisa com Candiota, numa
área de terras próxima ao
arroio Candiota e da mina
de carvão da Companhia
Riograndense de Mineração
(CRM).
A outorga, que foi
aprovada pela diretoria da
ANA nesta segunda-feira, 8,
autoriza a empresa a utilizar a
água do arroio Candiota. “No
pico de geração serão utilizados
1.609 metros cúbicos de
água por hora. Na média será
muito menos. Essa água será
reutilizada no Complexo (termelétrico)”,
informa Silvio.
De acordo com ele, a usina
utilizará 1% das reservas de
carvão de Candiota (que chegam
a 38% das reservas totais
do mineral no país) ao longo
de seus 25 anos de operação
comercial.
A LP foi emitida
na noite de quinta-feira, 4,
pelo Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis
(Ibama). O documento atesta
a viabilidade ambiental
do projeto, aprovando sua
localização e concepção, e
estabelece os requisitos bá-
sicos e as condições a serem
atendidas nas próximas fases
de implementação. “A LP
é o resultado da análise dos
estudos ambientais. O Ibama
emite depois de analisar tudo.
Para habilitar e participar do
leilão de energia, a LP é o
suficiente. Comercializada
a energia no leilão, deverá
ser realizado o Plano Básico
Ambiental com o objetivo da
LI (Licença de Instalação). O
Ibama exige alguns condicionantes
para essa etapa. Não
sabemos ainda quais serão,
mas todos passíveis de serem
atendidos, muito menos complexo
do que o exigido nos
estudos ambientais visando
à LP”, destaca Silvio.
Com a licença prévia em mãos, o projeto da
UTE Ouro Negro está apto
a disputar o leilão de energia
A-5, que, segundo o executivo,
deverá ser realizado no
início de 2017. O próximo
passo da ONE S/A é concluir
a estruturação de capital
com os investidores. “Vamos
aguardar também que o
governo marque o leilão de
energia”, conclui.
SAIBA MAIS – Elaborado há
dois anos, o projeto da UTE
Ouro Negro será financiado
80% com recursos das instituições
financeiras da China.
O restante do valor será pago
com capital próprio das
empresas sócias (ONE S/A,
SEPCO1 e Power China). A
SEPCO1 é também EPCista
do projeto, ou seja, a empresa
que será responsável pela
obra. Durante a construção
do empreendimento, deverão
ser gerados cerca de
quatro mil empregos diretos
e 500 quando o mesmo estiver
em operação.
